terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Eliana

O encarnado que veste suas unhas, aflora sua sensualidade abafada pelo dia a dia
A sua veste, florida, ardente, revela seus contornos, graciosos.
O seu seio enfeitado por um decote recoberto de renda delicada, que transparece outra mulher
Não a mulher da loucura do dia a dia
A mulher coberta de afazeres encoberta de papeis é agora revelada num roseiral de poesia
E assim essa mulher se despe de suas caras de dias mortos, fatigantes e se cobre duma aura de felicidade, refletida pelo brilho dos seus olhos
Olhos incandecentes
Olhos de paixão
Mas a sua roupa é quem por vezes rouba a cena
Um estampado de alegria que te veste o corpo
Corpo que agora está feliz, corpo poema
O seu vestido florido, encantado misturado a sua face agora angelical esconde uma mulher
Mulher que desperta
Mulher que é despertada
Essa mulher que agora domina,ensina,inebria
Mulher que ama
Eliana!

Um comentário:

Ana Cristina disse...

Mariluce "Mar de luzes"! Muito bom esse texto. Tô cercada de talentos no Instituto de Letras da UFBA. Me sinto até intimidada pra escrever!! Aff... Gostei mesmo. E a homenageada merece.
Beijos e boa sorte no teu cantinho.

Caçando escritos